24.1.06

A luta contra a espuma

Se num determinado momento nos colocarmos numa posição tal que tenhamos que adoptar algo como sendo a verdade absoluta, então não estaremos em condições de alcançar realmente essa verdade.

Nessas condições, mesmo que a verdade que tão ardentemente desejamos venha e nos bata pessoalmente à nossa porta, que nos peça encarecidamente que a abramos, nós não a reconheceremos.

Para que tal aconteça, não deveremos nunca estarmos demasiado ligados aos dogmas - àquilo em que acreditamos, àquilo que percebemos.

Temos que livrarmo-nos desse lastro - das nossas opiniões, dos nossos preconceitos, da nossa vida comezinha e das pressões que a rodeiam - temos que nos deixar ir com a corrente, flutuar, boiar à tona de todas as águas revoltas que nos querem afogar, fugir à espuma dos dias e agarrarmo-nos à essência das coisas.

E como o devemos fazer?

Sendo pacientes, compreensivos, tranquilos.

Meditando, observando, comunicando - contudo, se estes são instrumentos com que trabalhamos, não deverão ser nunca os que veneramos.

Bem vindos.

4 comentários:

elisabete disse...

Benvindo/a a blogosfera! :o)

Sónia disse...

Belo texto.

Assacínica disse...

Conheci em tempos alguém que dizia fazer espuma quando se encontrava na minha presença, nos meus braços, na curva do meu pescoço, no lóbulo da minha orelha... Como posso querer lutar contra a espuma? Como?

Anónimo disse...

pacoi<~ e ci~encia?
com estas meeeel gas?
arrreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee